Editorial do blog

n-1 

Todos estavam em crise. O mercado brasileiro ia de mal a pior. Escândalos de corrupção se multiplicam vertiginosamente. Estou falando de 2015, mas poderia estar falando de 2018. Os amigos estavam desempregados. E no meio daquele caos, larguei um emprego confortável para lançar uma revista.

Mas todos diziam que minha ideia não parecia promissora. Não era uma revista de bairro, nem mercadológica. Não queria convencer ninguém a comprar nada, apenas queria que todos “pensassem mais”.

Foi muito difícil compreender o que estava criando. Para falar a verdade eu não sabia o que havia criado. Ficava repetindo na minha cabeça. O que significava isso? Eu tinha a impressão de que estava reproduzindo no mundo o caos que me habitava. Mas eu tinha de organizar aquela bagunça por dentro e por fora. Eu tinha!

Concluí que era preciso vivenciar aquele processo para então assumir nossa identidade. Nos últimos três anos, comecei a escrever o que seria a missão da revista pense mais e sobre os passos que gostaria de dar nos próximos anos.

Percebi que a “Pense Mais” não era uma revista efêmera que buscava tendências, nem era uma revista científica. Também nunca desejei criar um livro coletivo, nem mesmo um almanaque.

Eu havia criado uma nova espécie do gênero periódico. Era uma “Pense Mais”. E ao perceber que a cada “Pense Mais” um padrão se repetia, descobri que havia algum sentido naquela bagunça.

Este blog é sobre a arte PENSE MAIS de misturar coisas completamente diferentes, sobre ser múltipla e buscar várias formas para se expressar e talvez sobre como pode ser interessante inventar a própria história, fazendo um belo pacto de amor com a verdade dos fatos.

Espero que consiga ser clara e inspiradora, pois quanto mais gente participando, mais rica será a experiência “Pense Mais”. Deixaremos este canal aberto para que inspirações possa ir e vir, crescer e amadurecer, para que então, tudo isso deságue na revista impressa!

Muito obrigada a todos que colaboraram até aqui!

Abraços

Cacá Fontana

editora-chefe da revista pense mais

cacafontana