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Feliz Dia das Crianças

Hoje é Dia das Crianças! E como todos sabem, as crianças são exemplos de sinceridade e inocência. Eles gostam – ou não – pelo simples fato de sentir afeto ou desafeto sobre os outros.  As crianças não pensam em dinheiro ou fazem distinção de pessoas por gêneros, cor, religião ou qualquer outra razão. Mas elas sonham, sonham como ninguém.

Nos últimos meses, nós tentamos relembrar algumas pessoas de sua infância, de sua criança. Com uma simples pergunta nós conseguimos ligar o presente e o passado em um pequeno instante. Hoje, nos dia delas, nós resolvemos colocar vocês para refletirem sobre a mesma questão, enquanto leem algumas das respostas que tivemos.

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Começando pela Gisele – professora infantil, mãe de três filhos e avó do Adoniram.

“Sim. Se orgulharia porque me tornei uma pessoa do bem. Apesar de tantas dificuldades e sofrimentos na infância,  nunca me tornei amarga e nunca decepcionei minha mãe.  Me sinto realizada e feliz. Fui uma ótima criança,  uma ótima filha e sou uma ótima mãe e sogra”. completou ela em meio a risos.

A segunda pessoa a responder foi Alexandre – ele é professor universitário e pai 

“Acho que sim, em parte. Mas ela condenaria minha barriga ⁠, porque ela est´muito obscena e eu era muito magrinho quando criança. E dependendo da idade da criança ela iria dizer “nossa, mas você trocou de profissão assim tão rápido?”, porque eu queria ser cientista. Mas eu acho que no fundo, no fundo, ela ainda ia gostar de saber que eu estou tentando transformar o mundo”, finalizou Alexandre, que tenta mudar o mundo através da educação.

A Solange foi a terceira participante. 

“Muito. Pois eu enquanto criança fui uma. E ainda tenho no coração tudo que vivi naquela época e procuro adaptar algumas situações a fase adulta. Como quando danço, brinco com uma criança ou quando peço colo num momento de manhosidade”

O designer Thiago também participou do quiz

“Eu acredito que sim. Talvez não fosse gostar do cigarro, mas acho que ele gostaria de saber que eu ganho a vida desenhando. Eu sempre gostei de desenhar e ele iria achar isso maneiro em mim. Acredito que ia curtir também as minhas coleções [disse ele enquanto apontava milhares de bonecos na parede do quarto]. E acho que ele gostaria de ver que me tornei uma pessoa responsável”.

A jovem Leticía, formada em Rádio e TV nos contou sobre seu encontro

“Ai que difícil, risos. Por um lado sim, mas por outro não. Acho que tem uma coisa muito especial na coragem da criança …. achei que eu fosse capaz de manter e não fui. Deixei de fazer muita coisa por medo. De resto… acho que ela se orgulharia do meu caráter”.

Chegamos na vez do João

“Olha, provavelmente ele pensaria o quanto eu sou chato, porém com uma aparência legal [muitos risos]. Não sei se orgulho, mas ele iria gostar de sentar e jogar vídeo game comigo”.

E por fim, minha vez

Quando a Cacá me passou a missão de fazer essa pergunta aos outros, primeiro quis responder e só depois de muito tempo pensando – quase uns 3 dias – cheguei a conclusão de que seria amiga da minha criança. Talvez não veja como orgulho, porque quando pequena, acredito que ela era sinônimo de felicidade para mim. Ela ficaria feliz em saber que eu trabalho escutando, escrevendo e contando histórias, coisas que quando pequena eu amava. Por ainda ter meus amigos e familiares como grandes pilares e, principalmente, por ter sapatos bonitos. Desde sempre gostei de sapatos. Não acredito que ela teria orgulho da minha responsabilidade, por não saber quais são as responsabilidades de um adulto. Mas nos aproveitaríamos muito pra cantar dançar, assistir desenhos, ler livros e montar quebra-cabeça.

E você, qual acha que seria sua relação com a sua criança interior? Conta pra gente, vamos adorar saber.