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Ignore o impossível: “Ser em cena”

Calma, esta matéria não é apenas um caso de superação. Pelo contrário: é a inspiração que você precisa para ignorar o impossível e revolucionar. Você consegue imaginar como seria um teatro de afásicos? A gente explica! A (não) + fasia (fala) = pessoas que não falam. Dentro deste quadro se encontram pessoas que perderam a fala em decorrência de traumatismo craniano, de tumores cerebrais, dentre várias causas possíveis. O caso mais grave de afasia ocorre quando há a perda total da capacidade de fala, compreensão, leitura e escrita. Os casos menos graves são quando ainda há fala fluente, porém sem sentido para o ouvinte.

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A fonoaudióloga Fernanda Papaterra Limongi dedicou sua vida para estes casos e em 2002, durante um congresso no Canadá, conheceu um teatro de afásicos, que prometia melhoras incríveis aos pacientes. Fernanda voltou para o Brasil determinada a iniciar um projeto de coral e teatro com atendimento gratuito aos portadores de afasia. Quem surfou nessa onda? Nicholas Wahba, ex-paciente de Fernanda Papaterra, ator, recuperou-se de uma afasia decorrente de um traumatismo craniano ocorrido aos 16 anos. Ele amou a ideia.

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Juntos, Fernanda e Nicholas fundaram a “Ser em Cena” (www.seremcena.org.br), que promove oficinas gratuitas de teatro, dança e música para afásico maiores de 18 anos. O projeto é um daqueles “ganha-ganha” geral! Pacientes ganham progressos impensáveis, profissionais descobrem novas ferramentas para atender seus pacientes e o público se diverte com uma produção artística linda.

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Se você precisa ver para crer, está convidado para assistir a apresentação do grupo no Teatro Frei Caneca (São Paulo capital), que acontecerá nos dias 28 de novembro de 2016 e 05 de dezembro de 2016. E daqui em diante jamais diga que algo é impossível. Afásicos cantam e  fazem teatro, sim senhor! Portanto, faça uma anotação mental já: ignorar o impossível sempre! As melhores ideias sempre nascem das contradições.

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Fotos  de divulgação do espetáculo “Acorda Alice”, que propôs uma reflexão sobre o comportamento humano a partir  dos “sete pecados capitais”. O texto era uma adaptação livre de Alice No País das Maravilhas, de Lewis Carroll e as cenas foram divididas por temas – Inveja, Orgulho, Preguiça, Luxúria, Avareza, Gula e Ira.