Dorival Caymmi no Veleiro Laffite, do amigo Carlos Guinle, década de 50.
Foto: Arquivo Ag. A Tarde

Oito anos sem Caymmi

Há oito anos, uma grande estrela nos deixava. Um artista que não só amava sua profissão, mas amava a vida e o nosso país. Admirava nossas paisagens e versava sobre elas. Principalmente suas duas maiores paixões, a Bahia e a praia de Copacabana.

caymmi

Dorival Caymmi nasceu em Salvador, Bahia, no dia 30 de abril de 1914. Durante sua vida, nos prestigiou com todo o seu talento. Caymmi foi cantor, compositor, poeta e ator brasileiro. Em seus versos retratava os costumes e tradições da Bahia, além das lindas paisagens do nosso país. O que colaborou para fixar, de certa forma, uma imagem do Brasil para o exterior e para os próprios brasileiros.

Caymmi foi para o Rio de Janeiro em 1938 com o objetivo de realizar o curso preparatório de Direito e arranjar um emprego como jornalista, profissão que já havia exercido em Salvador. Mas, incentivado pelos amigos, muda de ideia. Começa a se apresentar na Rádio Transmissora cantando o samba “O Que É Que a Baiana Tem?”, que mais tarde incluído no filme Banana da Terra com Carmen Miranda. Foi para a Rádio Nacional, onde conheceu a cantora Stella Maris, com quem se casou em 1940 e permaneceu casado até o fim da vida.

Em 60 anos de carreira, Dorival Caymmi gravou cerca de 20 discos. Uma obra que pode ser considerada pequena para algumas pessoas. Mas que compensa na qualidade e representatividade que tiveram para a população e também no número de versões regravadas outros intérpretes.

Dorival Caymmi morreu em 2008, aos 94 anos, em decorrência de um câncer renal com o qual já lutava há nove anos. Em Copacabana, seu local favorito para estar e compor,  ostenta hoje uma estátua de bronze inspirada em uma famosa foto de Evandro Teixeira, com o compositor saindo da praia carregando seu violão, enquanto acena para algum conhecido.

Caymmi, com seu estilo inimitável de compor e cantar, revolucionou a canção brasileira e influenciou as gerações de músicos, como João Gilberto, Caetano Veloso, Tom Zé e muitos outros, abrindo a porta para movimentos como a Bossa Nova e a Tropicália.