IMG_3947-vertp

Isso é que é PENSE +

O blogueiro Rod Tiago (www.naserracomrod.com.br) convidou nossa editora Cacá Fontana para uma entrevista muito amigável (que virou um filme no canal de youtube dele) e ficamos muitoooo agradecidos pelo espaço, carinho e amizade desse querido! Mas considerando as constantes perguntas e curiosidades sobre nossa revista, tomamos a liberdade de reproduzir a entrevista aqui e ainda acrescentar algumas outras perguntinhas que andam pipocando, especialmente sobre a revista n. 7. Queremos nossos leitores 100% por dentro dos nossos planos. Olha só:

1.Quando sai a revista n. 7? O que esperar dela?

R.: A revista n. 7 será toda azul e o tema é “surpresa”, queremos muito surpreender os leitores. Ela deveria sair em fevereiro, pois somos bimestral, mas sairá apenas em abril.

2. Por que essa mudança na revista n. 7?

R.: Tivemos 2 motivos principais, primeiramente, pois reformulamos todo nosso site e passamos 2 meses produzindo matérias apenas para o site da revista. E o segundo, foi um pedido para participar da campanha contra o preconceito vivido pelos autistas e sua família. Dia 02 de abril é o dia da luta contra o preconceito e “azul” é a cor do autismo, portanto decidimos abraçar esta causa.

3. Qual a principal mudança no site da revista?

R.: Ano passado demos pouco valor ao site, mas com o crescimento da revista, sentimos necessidade de manter os leitores conectados através do site. A revista impressa tem como objetivo juntar os textos de colaboradores de todo o Brasil e o site conta os bastidores da revista. O linguajar e o conteúdo são completamente diferentes, por isso passamos 2 meses com uma equipe toda nova desenvolvendo isso.

4. Vocês desenvolveram um novo produto então?

R.: Exatamente! Antes havia apenas a revista impressa. Agora temos o site e em breve lançaremos o canal do youtube. São produtos totalmente diferentes e não queremos repetir conteúdo, para não ficar cansativo.

IMG_3956-vertp

5. Aonde vocês querem chegar?

R.: Somos uma revista artesanal, produzida entre amigos, mas já ganhamos o Brasil e isso é incrível. Este ano precisamos encontrar um jeito de chegar a todo e qualquer brasileiro. Começamos com uma tiragem muito pequena (mil exemplares), e já chegamos a 10 mil. Foi um pulo muito grande e uma surpresa sentir que pessoas de Norte a Sul do Brasil se interessam pela revista.

6. Conte um fato que te surpreendeu este ano?

R.: Passei as férias recebendo ligações de pessoas do Brasil todo perguntando como assinar a revista. Um deles, viu a revista no avião na mão de uma pessoa. Mas a pessoa não quis dar a revista para ele, então ele pegou o telefone e me ligou para pedir uma caixa. Isso me deixou impressionada e muito feliz.

7. O que você mais ouve sobre a revista?

R.: É engraçado, mas o que eu mais escuto é que ela “tem alma”. Escutei isso de muitas pessoas em diferentes lugares. Isso me intriga.

8. O que será que causa essa reação nas pessoas que pegam a revista?

R.: Acho que é uma revista muito simples e didática, mas que foca no que nos torna iguais. Cansei de ler revistas que só focam no que diferencia as pessoas. É chato ficar lendo sobre relógio, calça e tudo que possa vender o sonho de te “diferenciar” da massa. Eu queria uma revista que o zelador o prédio e o dono da multinacional pudessem ler e entender. É só isso!

9. Qual o maior desafio que você encontrou ano passado?

R.: Escrever de um jeito acessível. Sou advogada e treinada para “falar difícil”. Quando comecei a escrever com a ideia se ser simples foi um desastre. Passei dois anos escrevendo e odiando tudo que escrevia. Até que cheguei num ponto que gostei e percebi que as pessoas entendiam o que eu queria dizer. Hoje, o desafio é editar o texto de todos os colaboradores. Alguns ficam chateados, mas eu edito o texto de todos. Cada texto é um projeto na revista e passa por muitas revisões… rsss

 

IMG_3957-vertp

11. O que você acha que ainda falta?

R.: Nossa falta muita coisa. Falta ter colunistas de 7 anos até 100 anos de idade. Acho que a possibilidade de ter pessoas em diferentes faixas etárias enriquece muito a revista. Falta ter mais homens, sinto falta de uma visão mais masculina às vezes, sinto que as mulheres têm mais facilidade de ler e compartilhar. Por isso, insisto que precisamos de mais homens por aqui. Falta achar um jeito que qualquer pessoa possa encontrar a revista.

12. Qual o lema da Pense Mais?

R.: Temos dois lemas principais: “todo leitor deve ser colaborador em algum momento” e acreditamos piamente que “todo ser humano tem algo importante a dizer”, por isso gostamos de criar espaços e integrar pessoas e pensamentos. Precisamos buscar o diferente, encará-lo, para descobrir nessa interação onde nos parecemos.

13. Por que criar uma revista? De onde veio este sonho?

R.: Nunca sonhei em ter uma revista, também nunca fiz planos. Sou advogada e amo escrever. Até hoje não sei como ela nasceu. Às vezes é só deixar acontecer… ela é como uma filha. Pode até parecer que é minha, mas a verdade é que sou apenas um canal para reunir pessoas e trazê-la ao mundo. A revista não é uma continuação da minha pessoa e isso parece ficar cada dia mais claro para mim.

14. Mas uma das coisas que mais diferenciam a Pense Mais é justamente o fato de ter uma “mãe”, certo? Todo mundo sabe que você é a dona e você aparece bastante na revista, neh?

R.: Verdade! Na edição n. 4, que foi toda em preto e Branco, eu assumi a maternidade de vez. Fiz todas as fotos, mas por um motivo especial, queria dar o exemplo para meus amigos, pois eu sempre convido todo mundo para fotografar para mim. Não posso exigir dos outros o que eu não tenho coragem de fazer. Então, todo projeto da revista começa comigo. Eu experimento, vivencio e só depois compartilho. Sou a mãe da revista, mas não sou a revista. Acho que a dinâmica é essa!

15. E os patrocinadores?

R.: Também sou muito criteriosa com quem convido para patrocinar. Costumo chamar pessoas que eu compro e/ou confio. Desde as lojas de roupas até os prestadores de serviço são todos amigos e conhecidos. Quando alguém desconhecido me liga ou escreve, costumo provar o produto dele e já tive que negar em alguns casos, pois não posso falar do que eu não apoio. Sinto-me responsável por tudo que escrevo na revista. Não quero prejudicar ninguém.

16. Qual sua missão de vida? Que mensagem quer deixar ao mundo?

R.: Nestes 31 anos de vida, descobri que a vida não é uma corrida e que não tenho que focar na chegada. O percurso é a parte que conta. E o percurso deve ter experiências incríveis. Precisamos aprender lições como: amor próprio, amor pelo próximo, fé, doação, empatia etc. Enfim, cada fato é uma lição e desejo vivenciar cada coisa a seu tempo… aprendendo e ensinando ininterruptamente. É só isso. No mais, estou exercitando a gratidão. Obrigada por seu carinho, por abrir as portas da sua casa e por estar aqui neste momento! Viva!

IMG_3803-vertp